terça-feira, 13 de maio de 2025

PESQUEIRA 189 ANOS COMO SEDE MUNICIPAL

Antiga Casa de Câmara e Cadeia em 1924 (atual legislativo municipal) onde foi instalada a sede municipal em 1836. 


O triênio 1833-1836 registra a fase de decadência da Vila de Cimbres como sede municipal, visto que a partir da primeira década do século XIX começam a surgir diversos fatos que culminariam com a transferência para a Povoação de Pesqueira. Vejamos:

 Em 1811, com a instalação da Ouvidoria nos termos os juízes togados que eram obrigados a permanecerem na vila passaram a residir no Brejo da Madre de Deus devido ao acesso mais fácil, a seguir transfere-se também a representação do Senado da Câmara. No ano de 1814, o ouvidor Dr. Antônio Joaquim Coutinho, consegue instituir a Alternativa da povoação do Brejo, dividindo os poderes com a Vila de Cimbres. Esta divisão de poder perduraria até 1833, quando foram criadas diversas Comarcas na Província de Pernambuco e Cimbres ficou reduzida a Termo da Comarca do Brejo.

         Não obstante a tais acontecimentos, a Câmara Municipal de Cimbres em sessão de 11 de julho de 1834, oficiava ao presidente da província de Pernambuco Dr. Francisco de Paula de Almeida e Albuquerque uma representação solicitando a transferência para a Fazenda Pesqueira. O governo provincial devolveu o ofício recomendando que a Câmara Municipal encaminha-se o referido para o Conselho Geral da Província, órgão competente para deferir ou não o pedido de transferência.

         Na sessão de 11 de outubro de 1834, a Câmara aprova o envio de ofício ao Conselho Geral da Província no sentido de conseguir o intento pleiteado. A situação da Vila de Cimbres se agravou em janeiro de 1835 quando uma epidemia de varíola dizimou boa parte da sua população deixando-a quase deserta, a situação beirava o caos.

          Em um Relatório publicado no jornal Gazeta Universal, de 7 de março de 1836, v. 1, n. 28, p. 3-4, que tratava sobre a transferência da Vila de Cimbres para a povoação de Pesqueira está exposta toda a situação, enumerando diversas razões para que se processe tal mudança, entre elas podemos destacar: a dificuldade de acesso a Cimbres (estando situada no cume da serra denominada Ororubá); estradas com muitas ladeiras e pedras que dificultam o trânsito público e o comércio; casas antigas; e a falta de uma feira. Bem como enaltecia todas as qualidades da moderna povoação de Pesqueira.

       Houve apelos de moradores da Vila de Cimbres para que não se procedesse a transferência conforme registrou a Gazeta Universal, de 07/03/1836, v.1, n. 28, p.1. Todavia, após apelos, defesas de ambos os lados e de uma disputa política de dois anos, a promulgação da Lei n. 20, de 13 de maio de 1836, deslocou definitivamente a sede de Cimbres para Pesqueira, escrevendo a partir daí um novo e importante capítulo, sendo um marco na história pesqueirense.

Lei n. 20, de 13 de maio de 1836


         Registrando assim um paradoxo, uma vez que, Pesqueira torna-se sede municipal em 13 de maio de 1836, vindo a ser elevada a cidade muitos anos depois em 20 de abril de 1880 (Lei Provincial nº 1.484) continuando a ser município de Cimbres. A nomenclatura só viria a ser mudada mais alguns anos depois, em 1913, quando Pesqueira torna-se não só a sede como também o nome do município.

           Portanto, é no 13 de maio que se registra a sua emancipação como sede administrativa do município de Cimbres, sendo esta uma data a ser considerada como magna do município tamanha a sua importância para a nossa história, que é tão rica e significativa que nos permitiria comemorar três aniversários: 3 de abril de 1762- 263 anos da instalação da Vila de Cimbres; 13 de maio de 1836- 189 anos da mudança da sede do município de Cimbres para Pesqueira; e 20 de abril de 1880- 145 anos de elevação a categoria de cidade.

Nesta celebração dos 189 anos como sede municipal de Pesqueira que possamos olhar, reconhecer e valorizar a nossa história construída ao longo dos anos pelo que temos de mais precioso: a nossa gente.

 

Por Fábio Menino de Oliveira

quarta-feira, 7 de maio de 2025

PESQUEIRA: NOSSA GENTE, NOSSA HISTÓRIA

 


Senhoras e senhores, equipe da Secretaria de Educação, gestores, autoridades, familiares e homenageados aqui presentes,

 

Sabe aquele dia que temos a certeza que estamos escrevendo e vivendo a história, este é o sentimento hoje. Por isso, é com imensa honra, emoção e júbilo que participamos deste momento tão especial: o evento de homenagem às personalidades que marcaram e continuam marcando a história de Pesqueira.

Este não é apenas um evento comemorativo. É um ato de reconhecimento, de memória e de valorização da nossa identidade enquanto povo. É a concretização de um projeto que une passado e presente, que conecta gerações e que nos convida a olhar com mais carinho e respeito para as histórias que construíram nossa cidade.

O projeto “Pesqueira: Nossa Gente, Nossa História: celebrando a vida, o legado e a inspiração de personalidades pesqueirenses”, promovido pela Secretaria Municipal de Educação e vivenciado com entusiasmo por todas as escolas da nossa rede.

Esta proposta nasceu do desejo de valorizar o que temos de mais precioso: nossa gente. Foram estudadas e homenageadas 46 personalidades marcantes da nossa cidade – sendo 23 já falecidas e 23 que com a graça de Deus nos brindam com a sua presença entre nós – que, com suas trajetórias e ações, deixaram marcas profundas e indeléveis no desenvolvimento social, cultural, político e econômico do nosso município, sempre guiadas pelo amor a esta terra.

Este projeto se justificou por muitas razões. Primeiro, porque resgatar a história local é uma forma de manter viva a memória de quem construiu Pesqueira. Afinal, quantas figuras inspiradoras têm suas histórias esquecidas com o tempo? Com esse trabalho, garantimos que suas contribuições sejam lembradas e respeitadas pelas novas gerações, pois cremos que é inconcebível a existência de uma cidade sem memória.

Segundo, porque conhecer essas personalidades é também fortalecer nossa identidade cultural. Ao estudar suas vidas, compreendemos melhor quem somos, de onde viemos e quais valores moldaram a nossa cidade. Mais que um estudo, é uma forma de fortalecer o sentimento de pertencimento e orgulho por Pesqueira.

E não menos importante: este projeto foi um convite à inspiração. Que nossas crianças e jovens, ao conhecerem essas histórias de coragem, superação e compromisso com a comunidade, sintam-se motivados a também fazer a diferença.

Como parte da metodologia, cada escola ficou responsável por estudar duas personalidades: uma falecida e uma viva, conectando passado e presente. A pesquisa foi realizada por meio de livros, artigos, entrevistas, arquivos históricos e conversas com familiares e especialistas.

Essas histórias foram apresentadas e devem continuar, diga-se de passagem, por meio de exposições, atividades pedagógicas, eventos e ações culturais, promovendo a integração entre educação, cultura e memória. Pela sua importância enxergamos ser um projeto com continuidade.

A cada escola que participou deste projeto, proporcionando momentos celebrativos e exposições com a presença dos seus respectivos homenageados, nosso profundo reconhecimento. Vocês ajudaram a fazer deste projeto uma ponte viva entre a sala de aula e o coração da cidade. E o quão bonito foi ver através dos registros fotográficos divulgados nas redes sociais a emoção de cada personalidade, tenho certeza que isso não tem preço.

Ao homenagear essas personalidades, estamos dizendo aos nossos estudantes: olhem para essas histórias e percebam que a grandeza está nas ações do cotidiano, no compromisso com o bem comum, na coragem de lutar por uma cidade melhor. Estamos ensinando que amar Pesqueira é também conhecer quem a construiu.

Pesqueira é feita de muitas mãos, muitos sonhos, muitas histórias. E este projeto nos convidou a olhar para essas pessoas que ajudaram – e ainda ajudam – a escrever essa bela trajetória.

Neste momento, queremos dizer, com toda a força do nosso coração coletivo: muito obrigado. Gratidão aos que vieram antes e abriram caminhos. Gratidão aos que continuam caminhando conosco e inspirando novas gerações. Pesqueira é o que é porque contou – e ainda conta – com a dedicação de vocês.

E que esta tarde seja, acima de tudo, uma celebração da nossa gente. Uma prova de que o maior patrimônio de um município são as pessoas que nele vivem, trabalham, sonham e deixam sua marca.

Que cada homenagem aqui prestada ecoe como um gesto de reconhecimento e de continuidade. Que outras histórias surjam, outros nomes se somem, e que nunca deixemos de valorizar o que é nosso. Pois, um dia morre o homem, mas cremos que permanece para sempre a sua vida, seu legado e sua inspiração.

Portanto, que este seja mais do que um projeto. Que seja uma semente de amor pela nossa cidade, um instrumento de aprendizado e, acima de tudo, um gesto de gratidão a todos que, com seu trabalho e dedicação, fazem de Pesqueira um lugar único e especial.

 

Porque só ama quem conhece.

Só cuida quem se sente parte.

E só constrói um futuro melhor quem reconhece a força do passado e do presente.

 

Muito obrigado a todos!

E viva Pesqueira!

Viva a nossa gente!

Viva a nossa história!

 

Por fim, gostaria de ler um soneto do grande escritor pesqueirense Luiz Cristóvão dos Santos que traduz o sentimento de quem tanto ama Pesqueira e que muito nos fala das emoções deste dia.

 

Soneto para o chão da infância

 

Ai chão da minha infância iluminada

No sol vivo do agreste e do sertão!

Hoje, nem sei se é paraíso ou chão

Aonde tenho a minha alma enraizada!

 

Tocadas de mistério e de magia

Quixabeiras em flor, nesta paisagem!

O riacho desliza e na viagem

Desfaz em espuma a sua nostalgia!

 

Se recuo no tempo da lembrança

A primeira que chega, sem tardança,

É a voz da minha mãe me acalentando!

 

Ai terra que teceste o meu destino

Pois, homem feito, volto a ser menino

Te querendo, te amando, te lembrando!

  

Pesqueira, 6 de maio de 2025

 

Fábio Menino de Oliveira


Registros fotográficos do evento celebrativo com os homenageados


Componentes da mesa de honra


Padre Fábio Pereira, vigário da Catedral de Santa Águeda


Jeane Torres, Diretora de Ensino


Whênio Thiago, Secretário de Cultura e Turismo


Danilo Ramon, Secretário de Educação


Marcos Luidson de Araújo, Prefeito de Pesqueira


Fábio Menino de Oliveira, professor, pesquisador e editor desta página


Aspectos da plateia presente



Momentos de emoção e felicidade


Apresentação Cultural


Escola Municipal Prefeito Antônio Artur - Luiz de Oliveira Neves e Margarida Maciel Ramalho.


Escola Municipal Paulo de Oliveira Melo - Paulo de Oliveira Melo e Cláudio Cavalcanti de Almeida

Escola Municipal Quilombola Gov. Eduardo Campos - Nair Falcão de Carvalho e Marcelo Oliveira do Nascimento 


Escola Municipal Almira Prudêncio de Freitas - Maria do Carmo M. de Freitas Melo e Geraldo Umbelino Freire


Escola Intermediária Sérgio de Brito Cavalcanti - Othon Augusto de Almeida e Geraldo Freire 


Creche Municipal Maria Isabel Alves dos Santos - José de Almeida Maciel e José Geraldo T. de Santana

Escola Municipal Santo Antônio - Potyguar de Figueiredo Matos e Rita de Cássia Cavalcanti Couto


Escola Intermediária Henrique Monteiro Leite - Pedro Lopes e Jeohsah Beserra dos Santos


Escola Municipal Potyguar Matos -Tomás de Aquino Almeida Maciel e Zuleide Maria Siqueira Calado


Escola Municipal Profª Maria de Lourdes Lima de Almeida - Sérgio Amaral e Edson Soares Júnior


Creche Municipal Carmita Maciel - Cacique Xikão e Manoel Evaldo Andrade de Freitas


Escola Municipal Bernadete Brito Miranda - Luís Cristóvão dos Santos e Zenilda Maria de Araújo


Escola Municipal Clarisse Valença - Zeferino Cândido Galvão Filho e Ricardo Mergulhão Jatobá


Escola Municipal Maria Alice - Luiz Sérgio de Brito Cavalcanti e Elizeu Silva dos Santos


Creche Municipal Eraldo Gomes - João Justino “Gilete” e Jacqueline Torres de Souza


Escola Municipal Maria Aliete de Freitas - Anísio Cordeiro Galvão e José Célio Guimarães


Escola Municipal José Marcelino Xavier - Djanira Silva do Rego Barros e Martinho Ferreira Leite Filho


Creche Nossa Senhora das Montanhas - Antônio Rego Maciel Didier e Mônica Siqueira Cavalcanti


Escola Intermediária Sebastião Quirino da Costa - Carlos Henrique Romeu Cabral e Glébia Galvão


Escola Intermediária Luiz Tenório de Albuquerque - Carlos Frederico Xavier de Brito e Zélia Costa

Creche Municipal Maria do Carmo - Nélson Valença e José Florêncio Neto 


Escola Municipal Irmã Zélia de Nicácio - Gilvan de Almeida Maciel e Ana Lígia Lira da Silva


CAIC - Dr. Carlito Didier Pitta e Dr. Evandro Mauro Maciel Chacon


Agradecimento

O agradecimento aos amigos Baruque , Thácio e equipe da Secretaria de Inovação, Ciência, Tecnologia e Comunicação pela disponibilidade das fotografias e cobertura do evento.


sábado, 3 de maio de 2025

GERALDO UMBELINO: UM PESQUEIRENSE DE CORAÇÃO

 

O comunicador social, radialista e professor Geraldo Umbelino Freire nasceu no distrito de Riacho Doce em Caruaru/PE no dia 5 de dezembro de 1934. Caruaruense de nascimento, mas pesqueirense de coração recebendo o título de cidadão da princesa do agreste pernambucano que o adotou como seu filho em 1980.

Capitão Dadá e D. Mariinha. Foto acervo da família.

Filho de Umbelino José Freire (capitão Dadá) e Maria de Carvalho Freire (D. Mariinha). Seus irmãos: Maria do Socorro Freire Silva, Angelina Freire de Melo, Maria das Graças Freire da Silva, Maria de Jesus Freire de Castro (Zúi)  e Águeda Maria Freire (Dadá), todos in memoriam.

Chegou a Pesqueira no dia 20 de janeiro de 1950, numa sexta-feira à tarde quando vinha passando a procissão de São Sebastião. Veio acompanhar um tio que se mudara para Pesqueira e aqui já residia seu tio Aureliano Bomfim e a sua esposa Luísa, que era madrinha de Geraldo, e que já tinham uma boa representação na cidade.

Geraldo Umbelino na juventude. Foto acervo da família

Começou a trabalhar poucos dias depois na Mercearia Pereira com apenas 15 anos e como já tinha experiência, pois seus pais e tios tinham mercearia logo ganhou a confiança e o apreço do Sr. Luiz Pereira, o proprietário. E neste estabelecimento comercial passou 2 anos.

Ingressou como escriturário na empresa J. Freitas &Cia pertencente às Fábricas Peixe, trabalhando num dos barracões localizados na região do distrito de Mutuca. Nessa época, começou a construção da estrada que liga Pesqueira a Poção, e esses barracões tinham a finalidade de fornecer alimentação para os funcionários do campo da Fábrica Peixe, e outros eram para funcionários da estrada. Vale salientar que foi numa época de uma seca muito grande, e a companhia  J. Freitas fez um contrato com a União para fornecer alimentação e pagamento aos funcionários.

Após um curto período de tempo foi promovido a chefe e sob sua responsabilidade estavam mais 30 filiais para que pudesse fazer compras para abastecer os estoques de alimentos e também para efetuar os pagamentos, era comum o transporte de vultosas somas de dinheiro levados em sacos da cidade até os barracões onde os trabalhadores eram pagos.

Após 12 anos de trabalho como chefe na J. Freitas & Cia recebeu o convite em 1964 de Rossini Moura para exercer suas funções laborais como chefe de escritório da Rádio Difusora de Pesqueira, atual Rádio Jornal. Por sua experiência contábil e administrativa foi convidado em 1973, pelo gerente do setor de rádio da empresa, João Gomes Netto, e aceitou assumir a gerência da Radio Jornal em substituição a Ábner Niceias.

O período que assumiu a gerência da Rádio Jornal foi um dos momentos mais difíceis para empresa por questões financeiras. E conseguiu superar graças a sua habilidade e tática administrativa. Em trecho do Álbum Comemorativo dos 30 anos da Rádio Difusora de Pesqueira diz o seguinte: “Acima de tudo prestigia os seus comandados, e, com seu espírito jovem, dinâmico e de vibração colocou a RÁDIO DIFUSORA DE PESQUEIRA em posição invejável no hinterland pernambucano.”

Foram 20 anos dedicados a Rádio Jornal como gerente. Por ocasião da passagem do aniversário de 70 anos da emissora recebeu de Carlos Humberto (Diretor Executivo do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação) uma placa em sua homenagem com os seguintes dizeres: “Geraldo Umbelino. Obrigado por construirmos juntos essa história”.

Todavia, não foi só na comunicação que Geraldo Umbelino deixou um legado, em missão paralela a rádio após convite do diretor Paulo de Oliveira Melo passou a exercer o oficio de professor do ensino médio no Colégio Comercial de Pesqueira, onde havia sido estudante. Substituiu na instituição o professor e magistrado Dr. Ivo Isidoro de Assis.

Na década de 1970 além do Colégio Comercial lecionou no Colégio Cristo Rei e na década de 1980 atuou na Escola Professora Cacilda Almeida e no Centro de Educação Rural José de Almeida Maciel, antigo CERU e hoje EREMJAM. Após 36 anos de profissão aposentou-se em 31 de janeiro de 2002.

Por sua vida dedicada à comunicação e ao magistério mereceu sempre esse homem íntegro e de boa conversa a admiração e o respeito da sociedade de Pesqueira sua terra por adoção. E é por isso que recebeu o convite de Dr. Rodrigo Meira, Dr. Paulo Gamboa, Othon Augusto Almeida e José Lacy de Freitas para integrar o grupo de 21 sócios fundadores do Rotary Club de Pesqueira, instalado em 6 de fevereiro de 1972, sob a presidência do agrônomo José Lacy de Freitas.

Recebendo do Dr. Ciro Brito Miranda a placa alusiva aos 50 anos do Rotary

Geraldo Umbelino foi presidente do Rotary Club de Pesqueira nos anos rotarianos de 1980/1981 e 1985/1986, deixando como legado na sua administração a construção do marco que adorna uma das entradas de Pesqueira.

Inauguração do monumento do Rotary na entrada de Pesqueira

Em 1987 participou do grupo de 9 homens pesqueirenses livres e de bons costumes que fundaram a Loja Maçônica 20 de abril, a primeira representante do Grande Oriente a ser instalada no município de Pesqueira. Faziam parte deste grupo além de Geraldo Umbelino os senhores: Niel Borba de Carvalho, Devaldo do Rego Barros Rosa, Jorival França de Oliveira, Cosmo Joaquim, Luiz Gonzaga Rufino, Francisco Jabel França de Oliveira, Eleno da Silva Barros e Tarcísio Marques Monteiro.

Sendo homenageado na Loja Maçônica 20 de abril

No campo social a atuação de Geraldo Umbelino também foi marcante pela contribuição dada ao Dispensário dos Pobres mantido pela Fundação São Vicente de Paulo com vistas a ajudar os menos favorecidos, sobretudo, aos idosos.

Nos seus 90 anos de vida, são muitas histórias de dedicação e compromisso social deste ilustre cidadão pesqueirense. Destes, 63 anos são ao lado de sua amada e estimada esposa Maria Nancy Ramos Freire, de cujo matrimônio nasceram cinco filhos: Sandra Nancy Ramos Freire, Norma Suely Ramos Freire, Geraldo Umbelino Freire Júnior, Rômulo Ramos Freire e Isabelle Ramos Freire.

Geraldo Umbelino e Nancy ladeado por filhos e filhas, noras, genros e netos.

Todos os filhos são naturais da terra que Geraldo Umbelino aprendeu a amar desde que pisou o chão da princesa do agreste pernambucano há 75 anos, e que lhe adotou e dela se tornou um filho de coração, amando-a em todas as suas ações sempre pautadas na ética, na honradez e no compromisso social.

Por Fábio Menino de Oliveira

 

Referências Bibliográficas

ÁLBUM RÁDIO DIFUSORA DE PESQUEIRA - 30 anos forjando destinos, fazendo progresso. 15/11/1981.

DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO – edições de 12/06/1974; 07/04/1976; 10/08/1985; e 13/03/2003.

FREIRE, Geraldo Umbelino. Entrevista concedida a Claudia Cristiane Cavalcanti em 29 de abril de 2025.

_______________________. Discurso na Comemoração dos 35 anos da Loja Maçônica 20 de abril em 22/04/2022.

O ABELHUDO. Aniversário de Geraldo Umbelino Freire – 5 de dezembro de 2024.