domingo, 26 de abril de 2026

PESQUEIRA DAS LETRAS: À LUZ DA PALAVRA DOS SEUS LITERATOS

 


Homenagem aos Literatos de Pesqueira


Excelentíssimas autoridades, queridos escritores, poetas, cronistas, jornalistas, pesquisadores e amantes da nossa cultura:


É impossível falar de Pesqueira sem reverenciar o peso da nossa história. Em 1917, o Cardeal Arcoverde nos batizou com um título que carregamos com orgulho e responsabilidade: somos a Atenas do Sertão. Esse não foi apenas um cumprimento diplomático; foi o reconhecimento de que este chão é, e sempre foi, um celeiro de intelectuais.

Nossa identidade foi forjada pela pena de gigantes. Recordamos aqui nomes como Zeferino Galvão, Anísio Galvão, José de Almeida Maciel, Luiz Cristóvão dos Santos, Luiz Neves e Djanira Silva. Eles não apenas escreveram livros; eles eternizaram nossa alma, nossas ruas e nossa gente.

Mas, o projeto Pesqueira das Letras nasceu de uma certeza fundamental: a literatura de Pesqueira não vive apenas no passado. Ela pulsa aqui e agora. E aproveito para registrar a confiança e o apoio do nosso secretário de educação Danilo Ramon, que tem permitido o desenvolvimento destes projetos nas escolas, voltamos não só a falar de Pesqueira, mas, daquilo que é o nosso maior patrimônio: sua gente, seu povo. 

E é no chão das unidades escolares que o pesqueirismo renasce no brilho do olhar e nas emoções expressas pelos literatos em cada homenagem prestada. Foi gratificante acompanhar momentos tão lindos compartilhados nas redes sociais. E fico a imaginar aquilo que só pôde ser sentido e não fotografado. 

Permitam-me um adendo sobre o pesqueirismo — sentimento de pertencimento e amor à Pesqueira —, conclamo a todos para não só celebrarmos os 146 anos de elevação à categoria de cidade. Nossa história é muito maior, nascemos do povo Xukuru e de Cimbres que se tornou município em 3 de abril de 1762, isto é, há 264 anos. Somos o mesmo município que transferiu sua sede em 1836, virou cidade em 1880 e mudou de nome em 1913, deixando de ser chamado de Cimbres e passando a ser Pesqueira. Por esta razão, entregamos no último dia 20 de abril ao prefeito e ao presidente da Câmara de Vereadores a proposta de criação da Data Magna do Município de Pesqueira intitulada Dia de Cimbres, como forma não de mudar a data de aniversário, contudo, de fazer uma reparação histórica reconhecendo a importância cimbrense como nossa “Terra Mãe”. Afinal, história e memória não se apagam, se reverenciam.

Pois bem, e nada melhor do que tratar deste assunto neste dia solene, onde homenageamos em nome da Secretaria de Educação — a geração contemporânea de literatos. Vocês são os herdeiros de uma tradição secular, mas trazem consigo a inovação, o olhar crítico e os afetos do tempo presente. Seja no cordel, na crônica, na poesia, no jornalismo ou na pesquisa histórica, vocês continuam a dar voz à nossa cidade, impedindo que o nosso patrimônio imaterial se perca no silêncio das estantes.

O nosso objetivo principal é, e será sempre construir uma ponte ligando passado, presente e futuro. Queremos que as crianças e jovens nas nossas escolas olhem para vocês e vejam neles mesmos o potencial de também serem escritores. Queremos que o sentimento de pertencimento floresça, para que cada estudante sinta orgulho de dizer que vive na cidade onde a palavra é sagrada. Valorizar o escritor local é garantir que a nossa memória não seja apagada pelo tempo. É democratizar o acesso à leitura e à escrita, tornando visível aquilo que muitas vezes fica guardado na intimidade da criação.

Aos nossos homenageados de hoje: o trabalho de vocês é a luz que ilumina o ontem e o amanhã de Pesqueira. Que este momento seja mais do que uma simples entrega de honraria; que seja a reafirmação de um compromisso coletivo com a nossa cultura. Como diz o projeto, estamos aqui para "iluminar a palavra dos literatos". E, através dessa luz, garantir que o legado da Atenas do Sertão continue a inspirar e a transformar vidas por muitas gerações.

Muito obrigado e parabéns a todos os nossos escritores!



Seminário São José, Pesqueira -PE, 24 de abril de 2026.

Por Fábio Menino de Oliveira



Flávio Jardim


Veríssimo Válter

Paulinho Muniz

Nilo Moraes

José Severino do Carmo
representado por Zuleide Siqueira

Francisco Aquino

Lourdes Marinho

Edmilton Torres representado
por Edmar Torres


Wágner Leal

Zezé Cordeiro

Genival Poeta


Átila Frazão

Givanildo Paes Galindo


Diosman Avelino


Válter Leal

João Capri

Ana Maria Cordeiro


Andréa Galvão em seu nome e por
Galba Macedo e Wálter Ramalho.


Zezé França


FOTOS: Assessoria de Comunicação da SME e da SICTEC.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

DO CÁRCERE À LIBERDADE: O CENTENÁRIO DA ANTIGA CADEIA PÚBLICA DE PESQUEIRA

 


O governador de Pernambuco Sérgio Loreto ao assumir em 18 de outubro de 1922 iniciou uma série de melhoramentos no estado com a abertura de estradas, construção de pontes, grupos escolares e cadeias públicas em várias cidades, inclusive em Pesqueira.

Na mensagem lida pelo governador na instalação da 3ª sessão da 11ª legislatura do Congresso Legislativo de Pernambuco em 6 de março de 1924 consta que foi autorizada a construção dos prédios destinados a cadeias públicas nos municípios de Pesqueira, Jaboatão, Correntes, Serra Talhada, Goiana, Bonito, Quipapá, Garanhuns e Itambé, assim como, a conclusão da cadeia de Amaraji.

Vale salientar, que além da construção de uma nova cadeia pública para Pesqueira foram autorizados os reparos na antiga Casa de Cadeia e Câmara atual Casa Legislativa Anísio Galvão em funcionamento desde 13 de maio de 1836. Nesse sentido, por ser um prédio que ficava no centro da cidade e sendo utilizado como sede da Câmara de Vereadores e do Fórum já não dispunha de condições para abrigar uma casa de detenção, com isso surgiu à necessidade de um novo prédio que dispusesse dos requisitos básicos para melhor atender os detentos.

Certamente, essa demanda chegou ao governo do Estado que atendeu o pleito e incluiu Pesqueira nos municípios que seriam contemplados com uma nova casa de detenção. O Diário de Pernambuco de 1º de julho de 1924 traz a informação que a concorrência pública para as empresas que desejassem participar da construção da Cadeia Pública de Pesqueira estaria aberta até o dia 5 de julho no valor base de 79:170$950 – setenta e nove contos, cento e setenta mil e novecentos e cinquenta réis.

Cadeia Pública de Pesqueira em construção - Revista de Pernambuco julho de 1925.

Foi vencedora da concorrência a firma do senhor Ulysses Vianna com o valor de 78:379$240 – setenta e oito contos, trezentos e setenta e nove mil e duzentos e quarenta réis – que iniciou os trabalhos de construção do prédio em agosto de 1924 no terreno que foi doado pela prefeitura para o estado e cujos materiais foram trazidos de Recife nos trens da Great Western.

O prédio foi projetado pelo Departamento de Viação e Obras Públicas sob a direção do engenheiro Odilon de Souza Leão (1922-1927) obedecendo às regras modernas do regime presidiário para a época visando à segurança, a higiene e a saúde, e cujo tamanho estava relacionado ao recenseamento dos presos do município.

A planta apresentava características típicas da arquitetura pública do início do século XX, com forte inspiração neoclássica, marcada pela simetria e pelo uso de elementos ornamentais sóbrios.

Detalhes arquitetônicos da belíssima fachada em estilo neoclássico.

Na parte externa que mede 23,80m de frente e 23m de fundo cabe registrar alguns pontos de destaque: 1) Fachada simétrica – o edifício tem equilíbrio nas linhas e proporções, com janelas alinhadas e emolduradas, transmitindo imponência e ordem; 2) Frontão triangular – na parte central superior, há um frontão clássico, que traz ao centro o brasão do Estado de Pernambuco, reforçando a identidade institucional do prédio; 3) Pilastrado – a fachada é marcada por pilastras de ordem simplificada que dividem e organizam os vãos das janelas, conferindo ritmo ao conjunto; 4) Janelas emolduradas – as aberturas possuem molduras destacadas, com vergas retas encimadas por pequenos frontões triangulares e grades de ferro — recurso comum em prédios destinados a funções de segurança, como cadeias; 5) Cornija e platibanda – a cobertura é escondida por uma platibanda decorada e uma cornija saliente, solução que dá ao edifício maior monumentalidade; e 6) Materiais e cores – alvenaria rebocada e pintada em tom amarelo claro, contrastando com o branco dos elementos de destaque (pilastras, molduras e frisos), além de detalhes ornamentais no frontão.

Quanto à parte interna do prédio uma matéria publicada no Diário de Pernambuco em 27 de agosto de 1925 traz importantes elementos que nos permitem entender a funcionalidade de cada espaço. Vejamos: 1) à direita da entrada tinha a sala do corpo de guarda (espaço dos carcereiros e dos guardas) medindo 4m por 4,30m que se liga a outra destinada ao estado maior (espaço dos advogados, juízes e membros das forças armadas); 2) à esquerda da entrada tinha o gabinete da administração medindo 3,50m por 5,50m. Há, na sequencia dessas salas da entrada, uma área descoberta de 4m por 9m para ventilação e iluminação interna da cadeia; 3) do lado direito da área descoberta estão dispostas três salas independentes, cada uma com uma janela provida de grade de ferro: a primeira, de 3,40m por 3,50m, destinada à prisão de mulheres; a segunda, de 3m por 3,30m, destinada à enfermaria; e a terceira, de 3,10m por 5,50m, destinada aos correcionais (indivíduos mantidos em custódia legal no aguardo de julgamento ou para cumprir pena de menor gravidade); e 4) ao lado esquerdo, fica um salão de 9,80m por 5,50m, com três janelas, destinado aos sentenciados (detentos condenados por um crime em cumprimento de prisão).

Havia também o alojamento dos praças destinado ao descanso dos policiais, banheiros e gabinetes sanitários para presos de ambos os sexos e para os praças do destacamento. Todas essas dependências tinham o solo impermeabilizado para proporcionar higiene e conforto com vistas a garantir a saúde física dos detentos.

Esse conjunto de características mostra mais do que um edifício funcional construído para transmitir seriedade, solidez e autoridade. Ele é símbolo de uma arquitetura capaz de traduzir valores de uma época e por ser uma cadeia pública era um espaço onde quem observasse teria que ver ali um ambiente de ordem, disciplina e autoridade, sem, no entanto perder os traços de beleza capazes de perpassar o tempo.

As obras foram finalizadas no inicio de setembro de 1925, ou seja, pouco mais de um ano após serem iniciadas visto que, o diretor do Departamento de Viação e Obras Públicas, engenheiro Odilon de Souza Leão enviou um telegrama ao governador Sérgio Loreto pedindo autorização para entregar as chaves da cadeia pública ao Chefe de Polícia do Estado, Desembargador Arthur Silva Rego.

Cadeia Pública inaugurada em 18/10/1925. Álbum da administração Cândido de Brito.

No mês seguinte a Cadeia Pública de Pesqueira foi inaugurada pelo prefeito Cândido de Brito em 18 de outubro de 1925 por ocasião do 3º aniversário da administração do governador Sérgio Loreto num dia festivo para o município que contou com uma passeata de 350 alunos das escolas municipais e estaduais que saíram da Praça Dr. F. Pessoa de Queirós, atual Comendador Manoel Caetano de Brito, em direção à nova casa de detenção. Houve também uma missa de ação de graças pela paz nas terras pernambucanas.

 A histórica cadeia permaneceu em funcionamento até 1989 quando foi inaugurado o Presídio Desembargador Augusto Duque. Passando o prédio do estado para a prefeitura serviu como Secretaria de Educação, Biblioteca, Secretária de Turismo e atualmente sedia a Fundação de Cultura Zeferino Galvão, que, diga-se de passagem, está cuidando e zelando do prédio da forma como ele merece, tamanho o seu valor como patrimônio histórico.

Hoje, o que era símbolo de dor, perseguição e desalento transformou-se num centro de cultura para manter viva as tradições pesqueirense. Portanto, há muitos motivos para celebrar os 100 anos da construção da antiga cadeia pública, exemplo expressivo do patrimônio arquitetônico e histórico de Pesqueira. Ao contemplá-la, não se vê apenas um prédio, mas um capítulo vivo da memória da cidade, onde o cárcere virou liberdade.

 

Por Fábio Menino de Oliveira.


Referências Bibliográficas

A PROVÍNCIA - edição de 17/10/1924.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO – edições de 1º/07/1924; 20/03/1925; 14/06/1925; 27/08/1925; e 06/09/1925.

JORNAL PEQUENO – edição de 17/10/1925.

PERNAMBUCO. Mensagem do Exmo. Sr. Dr. Sergio T. Lins de B. Loreto, Governador do Estado, lida ao instalar-se a 3.ª sessão da 11.ª legislatura do Congresso Legislativo de Pernambuco aos 6 de março de 1924. Pernambuco: Oficinas Gráficas da Penitenciaria do Recife, 1924.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

PLACAS DE RUA: ÍCONES DO TEMPO

 

Nas esquinas da cidade toda a beleza, funcionalidade e memória
grafadas de branco em fundo esmaltado azul.

Tenho caminhado pelas ruas e praças de Pesqueira em busca de histórias e memórias para contar nas laudas desta página e preservar aquilo que o tempo não apagou e as mãos humanas não destruíram. E algo me chamou à atenção: às placas de ruas que ainda existem e resistem. Razão pela qual as tenho fotografado para guardar.

Destaco as famosas e emblemáticas placas azuis como símbolos de uma época de organização urbana a partir da década de 1930 em que se passou a ter a preocupação de colocá-las nas ruas para identificação de endereços e orientar as pessoas, ajudando-as a encontrar seu caminho pela cidade.  Assim como, tornou-se uma tradição das urbes os números das residências feitos com o mesmo material esmaltado e que ainda pudemos ver um bom número em Pesqueira.

Placa esmaltada com número de residência.

Outro ponto importante para a adoção de padrões mais claros e uniformes  de placas de ruas tornando-as mais fáceis de ler à distância foi a popularização dos veículos e o consequente aumento de tráfego urbano que necessitava de maior segurança tanto para os condutores quanto para os pedestres. Primeiro esse foi um movimento dos grandes centros urbanos do país e, depois, passou para as cidades do interior, a exemplo de Pesqueira.

No Brasil, entre os anos de 1930 e 1970 tornaram-se comuns as placas esmaltadas com letras brancas em caixa alta sobre fundo azul-escuro, geralmente com moldura branca, substituindo as antigas placas de madeira ou de ferro fundido. Suas origens foram no Reino Unido, mas precisamente no bairro industrial de Selly Oak da cidade de Birmingham, onde Benjamin Baugh fundou em 1889 a fábrica Patent Enamel Company para produção das placas esmaltadas cuja ideia havia sido patenteada por ele em 1859.

A técnica usada para a produção das placas obedece às seguintes etapas: 1) Preparação da base metálica, que é limpa e tratada para receber o esmalte; 2) Aplicação de camadas de esmalte vitrificável (vidro em pó colorido) sobre a superfície; 3) Desenho e escrita feitos com o uso de estênceis (moldes vazados) ou marcadores, que delimitam as áreas onde o esmalte será aplicado com diferentes cores; 4) A chapa com o desenho é então submetida a um processo de queima em forno de alta temperatura, o que funde o vidro ao metal e fixa permanentemente a imagem; e 5) O processo pode ser repetido em múltiplas camadas e queimas, especialmente quando há cores sobrepostas ou detalhes finos.

O processo permite que as placas adquiram um brilho único em razão do esmalte de vidro. Sem contar que não perdem a cor com facilidade, levando em consideração as intempéries do tempo devido a serem apostas em ambientes abertos. E com isso vêm outros dois pontos fortes do uso e da popularização destas placas: a durabilidade pela vida útil do material muito resistente à corrosão e a facilidade da manutenção, caso fossem pintadas em poucos segundos, a tinta pode ser removida com qualquer solvente sem sofrer avarias.

Do ponto de vista da estética eram usadas nas placas esmaltadas as fontes em caixa alta na maioria dos casos sem serifa, a exemplo da Arial, Helvética e Verdana, cujas letras têm um aspecto mais limpo e moderno, sem prolongamentos nas extremidades facilitando a legibilidade à distância, proporcionando clareza e uniformidade visual. Em cidades maiores, até o tipo de letra podia indicar a época ou o bairro.

Pois bem, temos nas ruas pesqueirenses o exemplo da beleza, durabilidade e da resistência destas placas, visto que ainda temos alguns exemplares - não tantos como gostaríamos, é verdade. Mas, teima em resistir uma quantidade que nos ajuda a contar a história, ao tempo em que lamentamos pelas que foram perdidas em ruas históricas como a Cardeal Arcoverde, Barão de Cimbres, Barão de Vila Bela e Maestro Tomás de Aquino. 

Rua Barão de Cimbres, uma das placas perdidas.
Acervo Marcelo Nascimento.

Lembrando que ainda existem alguns exemplares de placas esmaltadas com propagandas de lojas que certamente patrocinavam os custos para que as mesmas fossem adquiridas e que aparentam serem das décadas de 1960 e 1970, como as que têm na Rua Duque de Caxias, na Avenida Ésio Araújo e na Praça Padre José França para citar os exemplos conhecidos e também tiveram destas que foram perdidas a exemplo da que existia na Praça Getúlio Vargas.

Exemplo de placa esmaltada com patrocínio.

Indo além da durabilidade, estas placas tornaram-se icônicas ao longo do tempo por sua estética que fazem parte da identidade visual de Pesqueira, ainda que muitas vezes, sejam relegadas à invisibilidade e ao esquecimento, as placas esmaltadas azuis são peças importantes para o design urbano não só pela funcionalidade, mas pelo ar nostálgico e charmoso para as urbes brasileiras.

O período de declínio em que as mesmas foram caindo em desuso se deu a partir da década de 1980, com a popularização de materiais como o alumínio, PVC e acrílico que por possibilitarem versões mais baratas, leves e fáceis de fabricar foram substituindo as placas esmaltadas, no entanto, cidades históricas como Paraty, Ouro Preto e Olinda mantêm em suas ruas essas placas como símbolo histórico, visual e cultural.

Inauguração da Avenida Joaquim de Brito em setembro de 1951, 
onde é possível ver no canto superior direito da placa esmaltada azul. 

A placa esmaltada, a tinta azul e as letras brancas são mais do que simples detalhes ou meros indicativos de endereços, são marcas do tempo que merecem ser preservadas pelo seu valor histórico e cultural. Fica nosso apelo aos proprietários das residências e casas comerciais das que ainda restam para que cuidem com vistas a manter esses tesouros que ajudam a contar a nossa história e quiçá possamos fazer um movimento de restauração destes letreiros do tempo.

Porquanto, fica o registro para mostrar a importância das placas esmaltadas de ruas e praças como verdadeiras relíquias urbanas que marcaram uma época do design e da sinalização pública no Brasil, e em Pesqueira não foi diferente, por isso, nossa preocupação com a preservação deste patrimônio da nossa cidade e não se trata apenas de ser saudosista e nostálgico, todavia, de reconhecer o valor histórico transcrito em letras maiúsculas no esmalte azul que transcende o tempo para mostrar que beleza não tem época. 

 

Por Fábio Menino de Oliveira


Placas que ainda resistem acervo do Pesqueira Lendária e Eterna












Placas que ainda resistem acervo de Oliveira Nascimento











Placas perdidas acervo de Oliveira Nascimento