domingo, 22 de novembro de 2015

WALDERIQUE PREFEITO

Foto: Sandra Tenório

José Walderique Tenório nasceu no distrito de Mimoso em 02 de maio de 1935 e faleceu em Pesqueira no dia 03 de setembro de 2000 em decorrência de problemas cardíacos, era filho de Napoleão Tenório Filho e de Júlia Magalhães de Barros.
Iniciou na política através do seu tio e sogro Manoel Tenório de Brito (Neco Tenório), que nas décadas de 1950 a 1970 foi um dos grandes chefes da política pesqueirense.
Walderique elegeu-se Vereador pelo PSD no pleito de 16/08/1963, data em que Neco também foi escolhido para exercer o seu segundo mandato como Prefeito em uma das disputas eleitorais mais acirradas da história de Pesqueira, onde o velho líder do distrito de Mimoso venceu o bacharel Luiz Arcoverde por uma margem de apenas 93 votos.
No seu primeiro mandato na Câmara Municipal exerceu as funções de 1º Secretário, Presidente e Líder da Maioria. Reelegeu-se pela ARENA nas eleições de 1969, desta vez na oposição ao prefeito Luiz de Oliveira Neves, foi um dos mais combativos parlamentares no legislativo municipal.
Em razão da sua atuação parlamentar e de ser um orador destacado foi lançado candidato a prefeito em uma reunião no Diretório Municipal da Arena (início de agosto de 1972), que contou com as presenças do Secretário Assistente Fausto Freitas e do Deputado Estadual Lusmar Lócio (o mais votado em Pesqueira nas eleições de 1970). Na referida reunião foi definido que o partido lançaria candidato único dispensando o uso do artífice da sublegenda.
Pelo MDB e como candidato da situação foi lançado o Dr. Petronilo Rodrigues de Freitas que já fora Vereador (15/11/1955- 15/11/1959); Vice-Prefeito (15/11/1959-15/03/1963); e Prefeito por 07 meses (15/03 a 15/11/1963) em substituição a Luiz Neves que renunciou para assumir o mandato de Deputado Estadual (1963/1967).
A eleição foi realizada em 15 de novembro de 1972 e teve uma alta abstenção, onde 35% dos 17.500 eleitores inscritos não compareceram a votação. O resultado contabilizado nas 62 urnas apuradas (45 na cidade e 17 na área rural) foi o seguinte: Walderique Tenório (ARENA), 6.067 votos; Petronilo Rodrigues de Freitas (MDB), 4.798. Vale destacar que o candidato arenista venceu na cidade por uma margem de 375 votos e na área rural por 894 sufrágios de diferença para o candidato emedebista.
Walderique Tenório assumiu junto com seu Vice-Prefeito Genival Matias de Oliveira em 31 de janeiro de 1973, sendo o terceiro filho de Mimoso a exercer o cargo de Prefeito de Pesqueira e governou até 31 de janeiro de 1977, realizando uma administração muito eficiente e com muitas obras em todo o município, tendo como principal colaborador o secretário Fausto Freitas.
Vale destacar as seguintes ações: asfaltou o acesso rodoviário da cidade (Avenida Eraldo Gueiros); construiu o Terminal Rodoviário; promoveu a instalação da Central Telefônica de Pesqueira; captou a água do Bituri; fortaleceu o sistema educacional com o primeiro Colégio Estadual (o Cristo Rei); construiu Praças; calçou diversas ruas e edificou obras em todos os distritos.
Um fato a se destacar é que no período em que esteve à frente da prefeitura teve o apoio de Neco Tenório que exercia o cargo de Vereador e Presidente do Legislativo Municipal (1973/1977), ou seja, a administração pesqueirense esteve nas mãos de dois mimosenses simultaneamente.
Ao término do seu mandato lançou como candidato a prefeito às eleições de 15/11/1976 o Dr. Ivo Isidoro de Assis (ex-Juiz da Comarca de Pesqueira) que foi derrotado pelo líder em ascensão do distrito de Mutuca, Eutrópio Monteiro Leite.
O último cargo eletivo de Walderique foi o de Vice-Prefeito no primeiro mandato do médico pediatra Dr, Evandro Mauro Maciel Chacon (15/03/1983- 31/12/1988).
Assim se construiu a trajetória política deste mimosense que muito se destacou e contribuiu para o engrandecimento do seu torrão natal, continuando a tradição da família Tenório.


Por Fábio Menino de Oliveira.

REFERÊNCIAS:

AOUN, Geraldo Tenório. A Vila de Mimoso, município de Pesqueira. Recife-PE: Gráfica Editora Santa Cruz, 1986.
Diário de Pernambuco, ano 148, nº 189, quinta-feira, 10/08/1972, primeiro caderno, p.5.
__________________, ano 148, nº 282, domingo, 19/11/1972, primeiro caderno, p.11.







segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A PRIMEIRA ELEIÇÃO DE MANOEL TENÓRIO DE BRITO (NECO)

Neco Tenório, foto deste blog.

Sua primeira eleição foi como candidato a Vereador em 1935 pela Frente PESQUEIRA DOS PESQUEIRENSES apoiando como candidato a Prefeito Dorgival de Oliveira Galindo[1], chefe político do distrito de Alagoinha que na época pertencia a Pesqueira.

No pleito de 08 de outubro de 1935 votaram 5.015 eleitores distribuídos da seguinte maneira: Pesqueira (sede) possuía 09 seções eleitorais e nos distritos de Sanharó, Alagoinha, Poção, Salobro, Cimbres e Mimoso funcionaram outras 15 seções. Vale salientar que essa foi à primeira eleição com a promulgação da Constituição de 1934 e a volta do regime democrático interrompido com o Golpe de 1930.

Disputaram as eleições como candidatos a Prefeito: Dorgival Galindo (Pesqueira dos Pesqueirenses) apoiado pelo Deputado Estadual Joaquim de Brito e pelo Major Cândido de Brito, sócios da poderosa Fábrica Peixe; e Agostinho Bezerra Cavalcanti (PSD), que tinha como seu principal aliado o padre e Deputado Federal Arruda Câmara[2].

O distrito de Mimoso sediava a 24ª seção eleitoral e o resultado foi o seguinte: Para Prefeito: Dorgival Galindo, 155 votos; Agostinho Bezerra, 77 votos. Para Vereadores: Manoel Tenório de Brito (Pesqueira dos Pesqueirenses), 155 votos; Octávio Bezerra (PSD), 64; Manoel Isidoro de Assis (PSD), 09; José Tito C. Wanderley (PSD), 02; e Félix Alves Maciel (PSD), 01.

Nota-se que por essa época Neco Tenório já possuía a maioria dos votos de Mimoso e que isso seria fundamental para as suas eleições futuras e para ser Prefeito em duas ocasiões, no entanto esse é assunto para outros artigos.

Todavia esse resultado da eleição de Prefeito na urna de Mimoso viria a ser anulado uma vez que o padre Arruda Câmara apelou ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco alegando que durante o pleito presidente da urna receptora da 24ª seção suspendeu por alguns minutos a votação. O desembargador Nestor Diógenes da 2ª turma do TRE aceitou o pedido e determinou uma eleição suplementar que foi realizada em 21 de abril de 1936, algo que ocorreu também em outras três seções de Pesqueira.

Desse modo o resultado final da urna de Mimoso ficou sendo o seguinte: Para Prefeito: Dorgival Galindo, 133 votos; Agostinho Bezerra, 65 votos. Com relação aos votos de vereadores não disponho dos dados referentes dessa nova eleição.

O resultado geral do município de Pesqueira após as Eleições Suplementares de 21/04/1936 assim ficou:

Para Prefeito: Dorgival de Oliveira Galindo, 2.503 votos (eleito); Agostinho Bezerra Cavalcanti, 2.141 votos.

Para Vereadores: PESQUEIRA DOS PESQUEIRENSES: José Ferreira da Rocha (eleito), 605 votos; Austriclinio de Oliveira Galindo (eleito), 507; Antônio Ventura Caraciolo (eleito), 308; Antônio Ferreira Ventura (eleito), 308; Abílio Rodrigues de Freitas (eleito), 234; Manoel Tenório de Brito (1º suplente), 182; Aristides José Guimarães, 174; Josué Bezerra Leite, 60; Dr. Ilídio Correia de Oliveira, 31; Total de votos da legenda, 2.406.

PSD: Laurentino Ventura Caraciolo (eleito), 495 votos; Manoel Isidoro de Assis (eleito), 275; Epifãnio de Vasconcelos (eleito), 264; Gercino Rodrigues de Freitas (eleito), 255; Félix Alves Maciel (1º suplente), 237; Luiz Gonzaga Maciel, 197; Octávio Bezerra do Rego Barros, 162; José Tito C. Wanderley, 141; Joaquim Barbalho de Siqueira, 66; Total de votos da legenda, 2.092.

INTEGRALISMO: José Araújo Filho, 109 votos; José de Almeida Maciel, 26; Abílio Ferreira Maia, 13; Pedro Batista de Freitas, 10; Adalberto de Araújo Antonino, 09; Estanislau Bezerra Cavalcanti, 08; Rosalvo Alves Ramalho, 06; José Peixoto Sobrinho, 06; Total de votos da legenda, 187.

Dorgival de Oliveira Galindo, foto do Diário de Pernambuco edição nº 238 de 11/10/1935.


Dorgival de Oliveira Galindo assumiu a prefeitura em 16 de agosto de 1936, todavia não terminou o seu mandato sendo afastado pelo Estado Novo em 11 de dezembro de 1937. Foi substituído pelo seu adversário no pleito de 1935, Agostinho Bezerra Cavalcanti que foi Prefeito até 05 de agosto de 1939.


Por Fábio Menino de Oliveira



REFERÊNCIAS


Diário de Pernambuco, sexta-feira, 11/10/1935, ano 110, nº 238, p.8.
_________________, quinta feira, 21/11/1935, ano 110, nº 273, p. 5.
_________________, quinta-feira, 21/05/1936, ano 111, nº 119, p. 10.



[1] Dorgival Galindo era tenente do Exército, advogado, chefe político de Alagoinha, exerceu os cargos de Conselheiro Municipal de Pesqueira (1928-1930), Prefeito de Pesqueira (1936-1937) e foi Suplente de Deputado Estadual (1947-1951). Faleceu em 10/08/1960.

[2] Alfredo de Arruda Câmara. Nascimento: 08/12/1905 - Afogados da Ingazeira, PE; Profissões: Professor, Filósofo e Padre; Filiação: Júlio Bezerra de Arruda Câmara e Emília Magalhães; Legislaturas como Deputado Federal: 1934-1935, 1935-1937, 1946-1951, 1951-1955, 1955-1959, 1959-1963, 1963-1967 e 1967-1971; Filiações Partidárias: PSD, PDC e ARENA; Atividades Partidárias: Líder da Bancada do extinto Partido Social Democrático de Pernambuco, do qual foi um dos fundadores, Câmara dos Deputados, 1933-1935; Fundador do extinto Partido Democrata Cristão (P.D.C.), 1945; Líder do PDC na Câmara dos Deputados, 1951-1955, e Presidente do Diretório Central do PDC, 1951-1955; Atividades Profissionais e Cargos Públicos: Sacerdote, 07-04-1928; Pároco-Substituto na Piedade (Recife) e em Afogados da Ingazeira; Pároco de Pesqueira e Cura da Catedral, 1928; Professor de Latim e de História da Filosofia, Seminário de Olinda; Reitor, Seminário Menor de Pesqueira; Diretor e Vice-Presidente da Caixa Econômica Federal de Pernambuco, 1938-1946; Capelão, Hospital da 7° Região Militar de Recife; Presidente do I.P.C; Morreu no Rio de Janeiro, em 21 de fevereiro de 1970. Disponível em: www2.camara.leg.br/atividade.../Pernambuco-Arruda-Camara.pdf. Acesso em 15/11/2015.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

REGISTRO DO MATRIMÔNIO DE POSSIDÔNIO TENÓRIO DE BRITO E SEBASTIANA CAVALCANTI DE BRITO EM 12/11/1930:

Possidônio Tenório de Brito, foto do livro: Da Vila de Mimoso para o mundo.


“Aos doze de Novembro de mil novecentos e trinta, em Mimoso desta Freguesia, perante as testemunhas José Tenório de Brito e Francisco de Moura Cavalcanti, assisti ao recebimento matrimonial de Possidônio Tenório de Brito e Sebastiana Cavalcanti de Brito; ele, solteiro, com vinte e cinco anos de idade, filho legítimo de Gervásio Cavalcanti e Josefa Tenório de Brito; ela, solteira, com dezoito anos de idade, filha legítima de Izidoro de Moura Cavalcanti e Benvinda de Brito Cavalcanti. Ambos naturais e moradores em Mimoso desta Freguesia. Para constar fiz este assento e assino. Vigário José Ribeiro Dias do Valle” [Livro de Matrimônios da Matriz de Nossa Senhora das Montanhas de Cimbres, Jan.1928- Fev.1949, fls.26 v., casamento nº 47].


Ascendência genealógica de Possidônio:


Nascido em 02 de dezembro de 1905 e falecido em 04 de dezembro de 1945 em consequência de um tiro que recebera um ano antes, cujo autor era chamado Cordeiro e também morava em Mimoso. O disparo foi efetuado à traição pelas 5 hs da manhã quando Possidônio dirigia-se para sua pequena propriedade afim de ver o seu gado.
Por ser um homem de personalidade, de estatura alta e pele muito branca tinha o apelido de Galo Branco. Ao falecer deixou cinco filhos órfãos nascidos e um no ventre de sua esposa que estava grávida, que viria a nascer em 10 de janeiro de 1946.

Pais: Gervásio Cavalcanti de Brito, da Fazenda Varzinha próxima a Ipanema, e de Josefa Tenório de Brito, que foram o tronco do mais numeroso grupo dos Tenório de Brito de Mimoso, pois tiveram 12 filhos: Napoleão, Gervásio, Odilon, Luiz, Esperidião, Manoel, José, Antônio, Possidônio, Margarida, Antônia e Maria Tenório de Brito;

Avós: Serafim Cavalcanti de Albuquerque Brito e Vitória de Moura Cavalcanti (pais de Gervásio); Luiz Tenório de Albuquerque e Joaquina Branca de Siqueira (pais de Josefa);

Bisavós: Luís Antônio Monteiro Cavalcanti e Maria Tenório de Albuquerque (pais de Luiz Tenório); Ten-Cel. Francisco Cavalcanti de Albuquerque e Joaquina de Siqueira Cavalcanti (pais de Joaquina Branca);

Trisavós: Joaquim Inácio de Siqueira e Maria José de Jesus Cavalcanti (pais de Joaquina de Siqueira, moça integrante do grupo de irmão chamado de os 20 de Pesqueira);

Tetravós: Mestre-de-campo Pantaleão de Siqueira Barbosa e Ana Leite de Oliveira (pais de Joaquim Inácio); Capitão Leonardo Bezerra Cavalcanti e Catarina Alexandrina Pessoa (pais de Maria José).


Ascendência genealógica de Sebastiana:

Sebastiana Tenório Cavalcanti, foto do livro: Da Vila de Mimoso para o mundo.

Nascida em 20 de janeiro de 1923 e falecida em 1984.

Pais: Izidoro de Moura Cavalcanti e Benvinda Rosa de Brito Cavalcanti;

Avós: Francisco de Moura Cavalcanti, conhecido por Chico Portela da Fazenda Jerimum, e Amália de Assis Cavalcanti (pais de Izidoro); José de Brito Cavalcanti e Ana de Carvalho Cavalcanti (pais de Benvinda);

Bisavós: Francisco Cavalcanti de Albuquerque Santos, conhecido como Capitão Santo de Moura da Fazenda Jerimum, e Maria de Siqueira Cavalcanti (pais de Francisco de Moura);

Trisavós: Ten-Cel. Francisco Cavalcanti de Albuquerque e Joaquina de Siqueira Cavalcanti (pais de Francisco Santos).


Descendência de Possidônio e Sebastiana:


  1. Aluiz Tenório de Brito (Pesqueira, 10/03/1933- Recife, 10/09/2014), Juiz de Direito, casado, com descendência, sobre ele tratarei em artigo posterior;
  2. Adail Tenório de Brito, casada, com descendentes;
  3. Amilton Tenório de Brito, comerciante, casado, com descendentes;
  4. Maria de Lourdes Tenório de Brito, funcionária da Secretária da Fazenda, casada com descendentes;
  5. Antenor Tenório de Brito, casado, com descendentes;
  6. Adeilton Possidônio Tenório de Brito, bacharel, funcionário público, escrito, solteiro, nasceu depois do falecimento do pai em 10/01/1946.


Este artigo é uma homenagem a um dos grandes benfeitores de Mimoso, o Dr. Aluiz Tenório de Brito, in memoriam de 01 ano do seu falecimento. Assim como a seu pai que dá nome a Fundação Possidônio Tenório de Brito, berço da preservação da cultura e da história da região, cuja biblioteca tem contribuído e muito para que possa continuar escrevendo meus textos. Minha gratidão.


Por Fábio Menino de Oliveira.


REFERÊNCIAS:

AOUN, Geraldo Tenório. A Vila de Mimoso: Pesqueira- PE tradições e costumes. Recife: Gráfica Editora Santa Cruz, 1986.


BRITO, Adeilton Tenório de. Da Vila de Mimoso para o mundo. Recife: Ed. Do Autor, 2007.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DESFILE CÍVICO EM MIMOSO- 14/09/2015.

O desfile realizado hoje a partir das 16 horas no distrito de Mimoso foi digno de aplausos por sua organização e presença da comunidade mimosense e dos sítios vizinhos, através da participação das escolas de Fazenda Rosário, Climério, Frexeira Velha, Canela de Ema, Serra da Cruz e Quilombolas Negros do Osso.

A festa da cidadania foi organizada pela Escola Intermediária Luiz Tenório de Albuquerque, onde através da sua gestora Roza Tenório Leite parabenizo todo o corpo docente e discente da referida escola, bem como das outras instituições educativas acima citadas.

Sendo este, um blog que busca o resgate histórico não se pode deixar de registrar um evento dessa magnitude e de tanta importância para Mimoso e Região. Abaixo algumas fotografias do evento:
























Vale ressaltar que estiveram presentes várias autoridades municipais. entre elas: Márcia de Oliveira Paes, Secretária de Educação que representou o Prefeito Evandro Chacon; Vereadores Sil Xukuru, Bal de Mimoso, Luca Peixoto, Naldo Paes, Tito França e Leni de Mimoso; O cacique Marcos Xukuru, além de outros secretários e diretores municipais.

Parabéns a todos e que este desfile possa se repetir por muitos e muitos anos, voltando a ser uma tradição local como outrora fora.

Por Fábio Menino de Oliveira.

domingo, 30 de agosto de 2015

A CONSTRUÇÃO DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM MIMOSO.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Mimoso, em 08/07/2015 (Foto deste blog).

Em 1926 foi constituída uma Comissão para arrecadar fundos financeiros e de donativos para edificar a Igreja do ainda povoado de Mimoso que vivia nesta época o seu momento maior de desenvolvimento, uma vez que em 1925 já havia sido inaugurado o cemitério e o açougue local.

Sobre a arrecadação de donativos e os membros da Comissão Farid El-Khoury Aoun[1] no seu livro Do Cedro ao Mandacaru (1979), cita o seguinte:

“Possuía, àquela época [Mimoso], uma pequena capela dedicada a São Sebastião. Incentivei uma campanha pró-construção de uma igreja grande. Apertei os capitalistas locais que eram poucos: Luiz Gama, David Peixoto, Gervásio Tenório, Chico de Brito, sob a presidência do Major Tenório e, com outras contribuições de fora a igreja foi construída e dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Desses donativos consta a contribuição de Dom José Lopes, arcebispo da Diocese, e da Colônia Libanesa de Pernambuco”.

Desse modo, como a arrecadação para construção se deu no ano de 1926, possivelmente fora concluída em 1927 ou 1928, ainda não temos como precisar a data de sua inauguração por falta de fontes.

Festa de Nossa Senhora da Conceição em Mimoso, 1955. Juízes da festa Ivonildo Brito e Miraci (Foto do acervo da Fundação Possidônio Tenório de Brito).

           



[1] Nascido em Damour- Líbano em 24/01/1903 e falecido no Recife-PE em 18/08/1984. Filho do padre católico maronita José Aoun (que se chamava antes de ser sacerdote, Kalil Tarraf Aoun) e Jana Hanoud Aoun. Sua família era de classe média libanesa e com mais de 400 anos de tradição.
Como grande parte dos libaneses, Farid Aoun emigrou para o Brasil em 1913 junto com seu irmão Said Aoun e sua irmã Angèle. No Recife, trabalhou inicialmente na loja do conterrâneo Said Karam, todavia, o espírito libanês para o comércio fizeram os dois irmãos embarcaram num trem da Great Western e rumaram para o interior pernambucano, desembarcaram em Pesqueira nos idos de 1919, onde montados a cavalo e com um burro carregado de mercadorias passaram a mascatear pela região.
Seu irmão Said casou em 1921 com Tereza Tenório de Brito “Nita” (filha mais velha do Major Luiz Tenório de Albuquerque e Tereza de Brito Cavalcanti).
Farid se estabeleceu na década de 20 em Rio Branco (atual Arcoverde), onde fundou o Hotel Oriente. Retornou para o Líbano em 1932 para casar com Assma Akl Aoun e com ela teve 06 filhos: Samira, Samir, Munira, Nazira, Laila e Munir Aoun. Ao que consta ao retornar ao Brasil foi residir no Recife, onde ao lado do seu irmão se estabeleceram definitivamente mas, deram sua contribuição para o desenvolvimento da região, principalmente de Mimoso e Rio Branco.


Por Fábio Menino de Oliveira


REFERÊNCIAS:

AOUN, Farid El-Khoury. Do Cedro ao Mandacaru. Recife, FIDA- Editorial Comunicação Especializada S/C Ltda, 1979.

AOUN, Geraldo Tenório. A Vila de Mimoso: Pesqueira- PE tradições e costumes. Recife: Gráfica Editora Santa Cruz, 1986.

SAMPAIO, Yony. Francisco Ricardo Nobre, o inglês da Volta e sua descendência/ Yony Sampaio & Geraldo Tenório Aoun; apresentação Gilvan de Almeida Maciel. Recife: CEHM/FIDEM, 2003.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O REGISTRO DE BATISMO DO MAJOR TENÓRIO

 
Antiga fotografia do Major Tenório, sem data, acervo da Fundação Possidônio Tenório de Brito de Mimoso.
          De acordo com o registro transcrito abaixo sua data de nascimento foi em 15 de junho de 1861 no entanto não é especificado o local de seu nascimento, possivelmente terá sido na Fazenda Propriedade do seu pai. Vale salientar que o nome de sua mãe aparece com outro sobrenome ao invés de Joaquina Branca de Siqueira está Joaquina Pessoa de Albuquerque, o que era bastante comum para época essa variação de toponímicos sendo que os documentos eram preenchidos por escrivães e quase não existiam papéis assinados, bem como a taxa de analfabetismo era alta principalmente entre as mulheres.  

“Aos nove de novembro de mil oitocentos e sessenta e um na Propriedade, Batizei e pus os Santos Óleos a Luiz, branco, nascido a quinze de junho do dito ano, filho legítimo de Luiz Tenório de Albuquerque e de Joaquina Pessoa de Albuquerque; e foram padrinhos Francisco Cavalcanti de Albuquerque Júnior e Clara Felismina Cavalcanti. E para constar mandei fazer este assento no qual me assino. Pe. José Mathias Ribeiro, Vigário Colado”.


Nessa mesma data foram realizados outros três batismos na Fazenda Propriedade Seguem-se:

“Aos nove de novembro de mil oitocentos e sessenta e um na Propriedade, Batizei e pus os Santos Óleos a Anna, parda, nascida a nove de abril do dito ano, filha legítima de Francisco Pereira dos Santos e de Francilina Maria Constantina; e foram padrinhos José de Albuquerque Cavalcanti e Clara Felismina Cavalcanti. E para constar mandei fazer este assento no qual me assino. Pe. José Mathias Ribeiro, Vigário Colado”.

“Aos nove de novembro de mil oitocentos e sessenta e um na Propriedade, Batizei e pus os Santos Óleos a Manoela, parda, nascida a vinte e três de novembro de mil oitocentos e cinquenta e nove, filha legítima de Francisco Antônio de Melo e de Manoela Eleutéria de Jesus; e foram padrinhos Manuel Bezerra Cavalcanti e Tereza Bezerra Cavalcanti. E para constar mandei fazer este assento no qual me assino. Pe. José Mathias Ribeiro, Vigário Colado”.

“Aos nove de novembro de mil oitocentos e sessenta e um na Propriedade, Batizei e pus os Santos Óleos a Maria, preta, nascida no primeiro de abril de sessenta, filha natural de Florinda, escrava de Luiz Tenório de Albuquerque; e foram padrinhos Manoel Querubim de Melo e Dominicia Maria do Espirito Santo. E para constar mandei fazer este assento no qual me assino. Pe. José Mathias Ribeiro, Vigário Colado”.

Por Fábio Menino de Oliveira


REFERÊNCIAS

Brasil, Pernambuco, Registros Igreja Católica, 1762-2002/Cimbres/Nossa Senhora das Montanhas, Batismos, Nov. 1859-Set. 1863. Fonte: https://familysearch.org.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A PRAÇA DR. JOAQUIM DE BRITO EM MIMOSO

Duas fotos antigas e outras duas mais recentes da "Pracinha de Mimoso":

Foto do Álbum da Administração Ésio Magalhães Araújo- Município de Pesqueira 1948-1951. Recife: Oficinas do Diário da Manhã, 1951.


Foto do Acervo da Fundação Possidônio Tenório de Brito sem data.

Busto do Dr. Joaquim de Brito (foto deste blog).

Placa no púlpito do busto com a inscrição da data de inauguração da Praça (foto deste blog).


Esse é mais um registro fotográfico para a história de Mimoso, onde as imagens contam muito sobre o progressista distrito pesqueirense.


Por Fábio Menino de Oliveira.